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pocket ou completo?

RELATÓRIO ANUAL:

saiba qual é o ideal para sua organização.

Introdução

A produção de um relatório anual deixou de ser uma obrigação institucional para se tornar uma ferramenta estratégica essencial no fortalecimento da transparência e da confiança com os stakeholders.

Em um momento de crescente pressão por práticas de ESG (ambiental, social e governança), cada vez mais organizações estão compreendendo que o relatório anual é um reflexo do posicionamento institucional e da forma como a organização se comunica com o mundo.

Mas, em um cenário de orçamentos limitados e prazos apertados, muitos gestores se perguntam: relatório completo ou pocket? Qual formato faz mais sentido para minha organização?

O relatório anual como ferramenta estratégica

O relatório anual, em suas diversas versões, funciona como um prestador de contas e oferece uma oportunidade para construir ou reforçar a reputação institucional, gerando confiança e credibilidade diante de parceiros, investidores e outros públicos estratégicos.

Uma pesquisa global realizada pela Edelman Trust Barometer revelou que 81% dos consumidores afirmam que confiam mais em organizações que demonstram compromisso com a transparência. Além disso, o relatório anual pode ajudar na captação de recursos. 

Os benefícios de uma boa comunicação vão além. Pesquisas indicam que a prática de ESG pode gerar um retorno significativo. Um estudo da McKinsey revelou que a maioria dos executivos e líderes do setor acredita que programas de ESG agregam valor, não apenas para os acionistas, mas também para organizações financiadoras e parceiros institucionais. Para institutos e fundações, adotar práticas transparentes e alinhadas a ESG fortalece a confiança com esses financiadores e parceiros, ajudando a garantir o comprometimento financeiro e a sustentabilidade das suas iniciativas no longo prazo.

Investir em práticas de ESG e comunicá-las de forma eficaz é visto como um sinal de boa gestão e maior credibilidade financeira, o que, por sua vez, pode atrair mais investimentos e apoio de doadores.


Ao transformar números e resultados em narrativas humanas, o relatório anual se torna um storytelling institucional. Ele não se limita a mostrar “o que foi feito”, ele evidencia como foi feito e por que isso é importante para as comunidades atendidas, seus stakeholders e o planeta.
 

Tipos de stakeholders e como o relatório anual se relaciona com cada um

É fundamental entender que o relatório anual não é um único produto para todos os públicos. A forma como você apresenta a informação dependerá do tipo de stakeholder que você deseja atingir. Vamos ver como o relatório pode ser adaptado para diferentes audiências:

 

1. Investidores e doadores


Objetivo: Organizações financiadoras e doadores buscam relatórios que forneçam uma visão clara sobre como a verba investida foi utilizada e o impacto gerado pelas ações da organização.


Formato ideal: Relatório completo. Para este público, a profundidade das informações financeiras e estratégicas é essencial. Dados detalhados sobre o desempenho da organização, como métricas de impacto social e a utilização de recursos, são decisivos.

 

2. Parceiros Institucionais e governamentais


Objetivo: Organizações e governos parceiros querem entender a eficácia das iniciativas da organização e como elas contribuem para seus próprios objetivos sociais ou ambientais.


Formato ideal: Relatório completo ou pocket, dependendo da relação. Um relatório completo pode ser necessário para explicações detalhadas, mas um pocket pode ser útil quando o foco está na apresentação de resultados mais tangíveis e objetivos específicos, como em parcerias com ONGs e outros institutos.


3. Comunidade e público geral


Objetivo: O público em geral busca informações claras e concisas sobre como a organização está impactando a sociedade, como suas ações estão sendo conduzidas e qual o impacto real gerado.


Formato ideal: Relatório pocket. Esse público provavelmente não precisará de um documento com tantos detalhes financeiros ou operacionais. Em vez disso, um relatório pocket com uma linguagem mais acessível e uma narrativa concreta sobre as mudanças sociais geradas é mais eficaz.


4. Funcionários e voluntários


Objetivo: Para os colaboradores internos, é importante entender a missão da organização, como ela está alcançando seus objetivos e qual o papel deles nesse processo.


Formato ideal: Relatório pocket, mas com informações suficientes para engajar a equipe. Um formato mais leve e acessível facilita a leitura e o envolvimento de todos com os resultados da organização. Pode incluir histórias sobre as equipes ou voluntários.
 

Como o formato do relatório pode impactar seu dia a dia?

A escolha entre um relatório completo ou pocket tem um impacto direto no trabalho do gestor de comunicação.

1. Qual é a urgência de meus stakeholders? Se os seus investidores e parceiros precisam de detalhes financeiros e análises aprofundadas, o relatório completo é a escolha certa. Já se o objetivo é proporcionar uma leitura rápida e uma visão geral para engajar a comunidade, o formato pocket pode ser mais adequado.

 

2. Quais são os recursos disponíveis? Se sua equipe está sobrecarregada e o orçamento é limitado, talvez um relatório pocket seja a solução mais prática. No entanto, se o impacto social da sua organização for complexo e precisar de explicações mais detalhadas, investir em um relatório completo pode ser a melhor escolha.


3. Como você quer ser percebido? Um relatório completo pode comunicar uma imagem de maior transparência e compromisso. Já o pocket pode ser mais eficiente para atrair atenção rápida e gerar engajamento de forma simplificada.
 

Relatório completo x relatório pocket

Mas como decidir qual formato é o mais adequado para sua organização?

 

Relatório completo 

 

Objetivo: Apresentação detalhada de todas as ações, resultados e impacto.


Público: Stakeholders que buscam informações aprofundadas, como grandes investidores, parceiros institucionais e órgãos de regulamentação.


Profundidade: Aborda com profundidade todas as frentes de atuação da organização, incluindo detalhes financeiros, dados de impacto e estratégias de longo prazo.


Canais de distribuição: Geralmente impresso e digital, distribuído em eventos, reuniões e enviados por e-mail para stakeholders-chave.

Relatório pocket

Objetivo: Apresentar uma visão geral de alto nível da organização, com foco nos resultados mais impactantes.
 

Público: Stakeholders que preferem informações rápidas e objetivas, como doadores, parceiros em potencial, membros da comunidade e voluntários.
 

Profundidade: Resumo conciso das principais ações e resultados.
 

Canais de distribuição: Ideal para eventos, apresentações rápidas e plataformas digitais.

Quando escolher cada formato?

O relatório completo é essencial quando há necessidade de transparência máxima, especialmente quando há múltiplos stakeholders com diferentes interesses. Já o relatório pocket é ideal quando o objetivo é impactar rapidamente, sem sobrecarregar o leitor com informações excessivas. Este formato também se adapta bem ao mundo digital e pode ser distribuído de forma mais ágil.rmas digitais.

Tendências e boas práticas no relatório anual

À medida que o mundo da comunicação institucional evolui, o uso de relatórios digitais, interativos e personalizados está se tornando cada vez mais comum. Relatórios que utilizam dados visuais, como infográficos, mapas interativos e vídeos, aumentam o engajamento e permitem uma leitura mais dinâmica, favorecendo a compreensão e a retenção das informações

 

Outra tendência crescente é a adoção de relatórios de impacto, nos quais a organização compartilha suas ações e evidencia como estas geraram mudanças tangíveis nas comunidades e no ambiente. Esta prática promove a transparência e reforça a imagem de uma organização verdadeiramente comprometida com o impacto social..

Conclusão

Seja em formato completo ou pocket, o relatório anual além de prestar contas, é um documento estratégico da comunicação institucional. Ele é um reflexo da identidade da organização e um meio de se conectar com seus stakeholders de forma transparente e eficaz. Ao tomar a decisão sobre qual formato adotar, é essencial entender qual mensagem sua organização deseja transmitir e qual o público-alvo que ela busca atingir.


Se você está em busca de uma abordagem personalizada para o seu relatório anual e quer garantir que ele se comunique de forma clara e impactante com seus stakeholders, a Agência Kio é especializada em criar relatórios institucionais que combinam estratégia, transparência e impacto social. Nós ajudamos organizações do terceiro setor a transformar dados em histórias que geram engajamento e confiança.
Entre em contato e descubra como podemos apoiar sua organização na criação de um relatório que realmente faça a diferença.

Referências:

Uma pesquisa global realizada pela Edelman Trust Barometer revelou que 81% dos consumidores afirmam que confiam mais em organizações que demonstram compromisso com a transparência:
https://blogs-pt.psico-smart.com/blog-como-a-etica-nos-negocios-pode-influenciar-positivamente-a-reputacao-da-marca-144010


Pesquisas indicam que a prática de ESG pode gerar um retorno significativo. Um estudo da McKinsey revelou que a maioria dos investidores e executivos acredita que programas de ESG agregam valor aos acionistas, fortalecendo o posicionamento institucional das organizações no longo prazo: https://www.mckinsey.com.br/capabilities/sustainability/our-insights/the-esg-premium-new-perspectives-on-value-and-performance/pt-br?

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